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Atualidades
22-03-2007
Globalização e Blocos Econômicos

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Globalização

Chama-se globalização, ou mundialização, o crescimento da interdependência de todos os povos e países da superfície terrestre. Alguns falam e, “aldeia global”, pois parece que o planeta está ficando menor e que todos se conhecem. Houve um enorme desenvolvimento nos meios de transporte e de comunicação, nas viagens e no turismo internacionais e nas trocas comerciais entre os países. Vivemos, assim, na era da globalização. As economias nacionais estão se desnacionalizando em ritmo acelerado, pois norte-americanos possuem ações ou títulos de propriedade no Japão, na Europa e na América Latina; japoneses investem em empresas norte-americanas ou coreanas; alemães compram ações de firmas russas ou tailandesas.

A globalização está associada a uma aceleração do tempo. Tudo muda mais rapidamente hoje em dia. E os deslocamentos também se tornam muito rápidos: o espaço mundial ficou mais integrado. Hoje em dia, bastam apenas alguns segundos para uma notícia qualquer cruzar o planeta, seja por telefone, fax, Internet ou até mesmo pelas redes de televisão. Um dos aspectos mais importantes dessa globalização é a expansão das empresas multinacionais. Com a crise do mundo socialista no final dos anos 80, a globalização se expandiu ainda mais. Com a abertura desses países ex-socialistas para a economia de mercado e para o capitalismo a globalização atingiu todo o planeta. O início desse processo de globalização não é recente, mas oriundo da expansão marítmo-comercial nos séculos XV e XVI. Os europeus colonizaram América e, posteriormente, a África e a Ásia, desenvolvendo um comércio mundial que os beneficiava. A esse comércio mundial deu-se o nome de divisão internacional do trabalho.

Até os anos 80, os países socialistas pouco participavam dessa divisão internacional do trabalho. Eles constituíam seus próprios mercados, como o COMECOM (Conselho para Assistência Econômica Mútua), organização econômica criada em 1949 pela União Soviética e países aliados, principalmente os do leste europeu. Era quase um mercado à parte, à margem do mercado mundial capitalista. Hoje, entretanto, isso mudou radicalmente. No lugar de apenas aumentarem as trocas entre si, os países do antigo segundo mundo estão integrando-se cada vez mais. Uma tendência cada vez mais forte no comércio internacional e na globalização é a criação de mercados comuns entre grupos de nações, que alguns autores chamam de blocos econômicos ou blocos regionais. Esses imensos mercados internacionais ou blocos comerciais constituem, na realidade, uma das etapas da globalização, da interdependência crescente de todos os países e povos do mundo (multipolaridade).

Os principais blocos Comerciais

A União Européia – Nascido em 1957, com o Tratado de Roma, o MCE (Mercado Comum Europeu), também conhecido como CCE (Comunidade Econômica Européia), foi a associação pioneira. Ele, inclusive, forneceu o exemplo a ser seguido pelo resto do mundo. Foi graças ao sucesso do MCE que passou a ser chamado de União Européia, em 1993, depois que o Tratado de Maastrich (cidade da Holanda) foi aprovado pelos países membros – que os demais países do globo procuraram criar outros mercados regionais. A Comunidade Européia era constituída desde os anos 80 por doze países: Alemanha, França, Itália, Espanha, Portugal, Holanda, Bélgica, Luxemburgo, Dinamarca, reino Unido, Grécia e Irlanda.

A Áustria, a Finlândia e a Suécia foram aceitas a partir de 1995, ampliando o número para 15 países-membros. E as perspectivas são de maior ampliação: a partir de 2004, mais dez países irão compor a União Européia: República Tcheca, Chipre, Hungria, Eslovênia, Polônia, Estônia, Eslováquia, Malta, Lituânia e Letônia. Outros países solicitaram seu Os países-membros do MEC abriram progressivamente entre si suas fronteiras comerciais, ou seja, os produtos de um país podem ser vendidos nos outros sem impostos alfandegários (de importação). Sucessivos ratados foram negociados entre eles e a unificação econômica (e também em parte a unificação política, com a criação do parlamento Europeu) avançou enormemente. São 380 milhões de consumidores de alto poder aquisitivo. A Alemanha tem-se destacado como a economia mais dinâmica do continente. A partir do dia 1º de janeiro de 1999 iniciou-se a utilização de uma moeda única para os países membros desse bloco – o Euro. Ela foi utilizada concomitantemente ao uso das moedas nacionais até este ano, quando realmente tornou-se única.

Dos 15 países-membros três adiaram a sua utilização: Grã-Bretanha, Suécia e Dinamarca. O Banco Central Europeu é sediado em Frankfurt (Alemanha). É o segundo maior bloco econômico em termos de PIB. Recentemente, a Suécia rejeitou o Euro como moeda única através de um plebiscito. O NAFTA – Outro exemplo de progressiva integração econômica ocorre na América do Norte, entre os Estados Unidos, O Canadá e o México. O NAFTA (Acordo de Livre Comércio da América do Norte), assinado por esses três países em 1993, tem um mercado de 370 milhões de consumidores. Atualmente, a economia canadenses é quase um anexo da economia norte-americana, e a parte norte do México, na fronteira com os Estados Unidos, vem recebendo grandes investimentos de capital norte-americano. O líder desse bloco, evidentemente, são os Estados Unidos, que têm atraído muitos mexicanos para o seu território – chamados de chicanos, bastante discriminados em território norte-americano. O NAFTA é o maior bloco econômico em termos de PIB. A APEC – É uma associação que aglomera países do sudeste e do leste da ásia e da Oceania. É um bloco predominantemente asiático, onde se destacam os Tigres Asiáticos (Taiwan, Coréia do Sul, Malásia, Cingapura e Hong Kong), China e, liderando o bloco de maior vigor econômico, o Japão.

Os Estados Unidos, o Canadá, a Áustria e outros países também fazem parte. O MERCOSUL – O Mercado Comum do Sul (Mercosul) foi criado pelo Tratado de Assunção, em 1991, e foi formado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. Começou a vigorar no início de 1995 e desde sua criação até hoje o Mercosul promoveu um enorme crescimento no comércio entre esses quatro países-membros, tornando-se o mais importante mercado comum da América Latina. Em dezembro de 1996, no encontro de Fortaleza, o Chile e a Bolívia tornaram-se sócios e até a Venezuela e o peru demonstraram sua intenção futura de compor o bloco. Ficou definido que Montevidéu será a sede da Associação e haverá a criação de um banco de desenvolvimento com recursos dos países-membros. O Brasil é o mais destacado país dessa associação. Apesar da possibilidade de crescimento, apenas os quatro fundadores continuam como membros efetivos. A ALCA – Apesar de oficialmente marcada para 2005, a criação da ALCA ainda enfrenta vários problemas; será um bloco formado por 34 países americanos (a única exceção é Cuba). Os países do Mercosul acreditam que este bloco será esvaziado pela ALCA. Os países subdesenvolvidos temem a força do capital americano com sua maior tecnologia e melhor indústria.

Outros mercados regionais

Além desses blocos, existem outros de menor importância. A CEI (Comunidade de Estados Independentes) é constituída pelos países originários da ex-União Soviética, com exceção da Lituânia, Letônia e Estônia. A tendência é que alguns países desse bloco acabem sendo influenciados pela União Européia. Por outro lado, pode ser que haja a incorporação no “mundo islâmico” dos países da parte meridional da ex-União Soviética, aqueles mais pobres e com populações islâmicas, situados na Ásia central: Quirguízia, Turcomenistão, Azerbaidjão etc.

É preciso destacar que a cada ano “o mundo islâmico” aumenta em número de adptos e há uma crescente radicalização antiocidental nessa religião. Outra associação internacional é o Pacto de Visegrad, na Europa Oriental, que congrega a Hungria, a Polônia, a República Tcheca e a Eslováquia. São países com problemas em comum – em especial a transição da planificação para a economia de mercado – que almejam ser aceitos pela União Européia.

O novo papel da ONU

Com o final da Guerra Fria, a ONU (Organização das Nações Unidas) adquire um novo papel, mais ativo. Apesar de estar passando por uma crise de identidade e financeira, deverá consolidar-se mais ainda no Século XXI como conseqüência da globalização e da independência cada vez maior de todos os povos.

Estados e até dos problemas comuns da humanidade. Anteriormente, ela nunca conseguia desempenhar um papel mais ativo nos problemas mundiais porque essa função era ocupada pelas duas superpotências e suas alianças político-militares. Além disso, o principal órgão decisório dessa organização, o Conselho de Segurança, onde são decididos os problemas de guerra, a intervenção ou não de um país agressor, a ajuda ou não às vítimas de um conflito, possui cinco membros permanentes com direito de veto (direito de proibir, barrar certas decisões, mesmo que a maioria seja a favos delas): Estados Unidos, Rússia, China, França e Grã-Bretanha. A presença das duas superpotências, Estados Unidos e ex-União Soviética, sempre paralisou a ONU, já que usualmente os dois países de confrontavam. Podemos notar a presença mais ativa da ONU nos problemas mundiais em vários momentos recentes: a aprovação do envio das “tropas aliadas” na Guerra do Golfo (1991); a formação das tropas de paz da ONU, com soldados de vários países, para manter a paz na África (Somália, Ruanda) e na antiga Iugoslávia, particularmente na Bósnia.

Quanto à questão do Conselho de Segurança, ela já começa a ser discutida: alguns países solicitam o final direito de veto para os cinco membros permanentes, enquanto outros argumentam que esse número deve ser ampliado para sete ou mais membros (incluindo Japão, Alemanha e, possivelmente, até o Brasil ou Índia). A ONU, quando se posicionou contrária à invasão americana do Iraque (em 2003) teve uma grande derrota política, já que sua resolução não foi seguida pelos E.U.A.

O grupo dos Sete

Trata-se de uma espécie de “clube” dos sete países mais ricos do mundo, os sete grandes do mundo capitalista, com os maiores PNBs (Produtos Nacionais Brutos): estados Unidos, Japão, Alemanha, França, Itália, Grã-Bretanha e Canadá. Esse grupo tem um grande poder de decisão, já que pode emprestar (ou não) enormes somas de dinheiro para países em crise (especialmente às economias de transição), para países com conflitos militares etc. Esse grupo possui também grande poderio para mudar ou redefinir instituições importantes como o FMI ou o Banco Mundial. A Rússia tem tentado convencer o grupo dos sete de que teria condições políticas e econômicas de pertencer ao grupo. Ela tem participado de algumas reuniões como observadora. Quando isso acontece, denomina-se o agrupamento de G-8.

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