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Atualidades
16-03-2007
Nazi-Fascismo

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Logo após a 1ª Guerra Mundial (1914-18), o mundo continua em ebulição.

Logo após a 1ª Guerra Mundial (1914-18), o mundo continua em ebulição. Na Alemanha, derrotada e humilhada no confronto, a miséria propaga-se, bem como um sentimento de profunda indignação com relação às decisões do Tratado de Versalhes, o qual considerou o país como o único culpado pela Guerra, obrigando-o a pagar pesadas indenizações e entregar territórios às potências vencedoras.

A França, mais prejudicada pela primeira guerra, é categórica em querer que a Alemanha cumpra à risca o Tratado de Versalhes e pague as dívidas de guerra. A Grã-Bretanha é mais suave em relação à efetivação do Tratado, pois percebe que a França quer se aproveitar da situação para adquirir a hegemonia continental, e decide ajudar a Alemanha a levantar-se. A Itália, embora vencedora da I Guerra, amarga também pesada crise social e econômica.

A Alemanha não quer pagar à França, e esta invade o Ruhr (vale do rio Ruhr) onde estão as minas de carvão e ferro, suportes da indústria da época, sendo desaprovada pela Grã-Bretanha e pelos Estados Unidos. Na economia interna alemã vemos uma grande inflação: o marco extremamente desvalorizado, com uma emissão de moeda desgovernada. Socialmente, surgem subversões: os ex-combatentes, insatisfeitos por terem lutado, perdido e, ainda, estarem pagando a dívida, têm uma tendência à rigidez militar, luta armada, ou seja, à ditadura.

Surge também uma classe de enriquecidos, que se aproveitou da guerra, e de empobrecidos, que emprestou dinheiro ao Estado e não recebeu de volta. A crise do Ruhr arruína os poupadores. Existe um sistema democrático (a denominada República de Weimar), mas uma grande pobreza, campo fértil para o totalitarismo. Com a guerra, também há necessidade de concentrar esforços, mobilizar homens e recursos.

Essas tarefas ficam a cargo do Estado, que se fortalece. Aqui aumenta o papel do Executivo, contrariando as leis liberais de não intervenção do Estado. Nesse meio tempo, também está se consolidando a Revolução Russa de 1917 (cinco anos depois seria criada a União Soviética), comunista e, portanto, um perigo visível para capitalismo europeu e mundial. Aumenta, assim, a ajuda econômica para a reconstrução da Alemanha: lhe é permitida a organização de um exército nacional. A Alemanha torna-se um obstáculo geográfico ao avanço comunista.

O espírito humano, após uma guerra, também muda. Percebe-se a perenidade da vida. No tocante à religião, a provação despertou com freqüência o sentimento religioso, da mesma forma que, igualmente, um abandono da fé, por terem as Igrejas, em todos os países, envolvido-se no esforço da guerra.

O efeito da crise sobre os espíritos traz novas concepções:

• Abala os valores liberais, pois não é quem trabalha que prospera, mas, sim, quem especula; • Fortifica-se o pensamento de gozar a vida, pois vem a guerra e perde-se tudo; • A emancipação feminina se consolida, destruindo o modelo de família burguesa ideal, em que a mulher é a “dona do lar”;

• O nacionalismo cresce, o amor cego à pátria, que vai ser um dos suportes da ideologia nazista. A Europa também se percebe não mais como o centro do mundo, mas como uma devedora diante de uma potência em ascensão chamada de Estados Unidos da América. A crise mundial capitalista agrava-se ainda mais quando, em 1929, a bolsa de Nova Iorque quebra, levando os próprios EUA e depois o resto do mundo para a grave depressão.

Em conseqüência, os capitais que reconstruíam a Europa e Alemanha sofrem um refluxo. Nesse período, a agitação social alcança o ponto máximo. Os comunistas, a extrema-esquerda, crescem, assustando as elites dirigentes. Ao mesmo tempo, grupos de extrema-direita reagem contra a “baderna vermelha”, contando com o financiamento de grandes empresários.

NOTAS


1 Os termos políticos esquerda, direita e centro originaram-se na Revolução Francesa de 1789. Nas assembléias gerais dos estados franceses, a aristocracia sentava-se à direita do rei, ao passo que os plebeus (ou “terceiro estado”) sentavam-se à sua esquerda.

Subsequentemente, na França e em outras assembléias da Europa, os democratas radicais, os liberais radicais e os socialistas passaram a se sentar à esquerda da cadeira do presidente ou do orador; os conservadores, os democratas cristãos e outros passaram a se sentar à direita. O ideal revolucionário de “Liberdade, Igualdade e Fraternidade” é o centro das discussões da esquerda.

DEFINIÇÃO E CARACTERÍSTICAS DO NAZI-FACISMO


Nazismo e Fascismo constituíram-se uma forma de governo autoritária, cujo auge deu-se na década de 1920-30 e que pretendia o estrito controle da vida nacional e dos indivíduos de acordo com ideais nacionalistas e com freqüência militaristas. Os interesses opostos seriam resolvidos mediante total subordinação ao Estado, exigindo-se uma lealdade incondicional ao líder no poder.

O Nazi-Fascismo baseia suas idéias e formas num conservadorismo extremado, constituindo-se uma ditadura capitalista de extrema-direita, produto da crise pós-I Guerra Mundial, da crise do liberalismo e do crescimento do comunismo. Em outras palavras, o nazi-Fascismo foi a resposta da burguesia para a grave crise que atingia o capitalismo no início do século XX.

Assim, não se pode “personalizar” tais regimes: se Hitler e Mussolini não tivessem implantado suas ditaduras, outros o fariam, pois era uma exigência do grande capital. Nazismo e Fascismo são, na verdade, o mesmo fenômeno. Suas diferenças se devem, conforme veremos adiante, às diferenças históricas de cada país. O Nazismo surgido na Alemanha foi apenas uma forma mais desenvolvida de Fascismo, que se originou na Itália.

A palavra Fascismo surgiu na Itália, originando-se do termo latino fasces, nome dado a um feixe de varas amarrado a um machado, que simbolizava a autoridade à época do Império Romano. Mussolini se apropriou da palavra e deu o nome de Fascismo ao Estado forte que pretendia criar. A partir daí, o termo passou a designar uma série de estados e movimentos totalitários no período entre a I e a II Guerra Mundial (1939-45), e cujo exemplo mais extremado foi o Nazismo alemão. O Nazismo não seguiu uma idéia somente.

Ele mesclou idéias de vários pensadores, como a filosofia de Friedrich Nietzsche, embora não possamos afirmar que Nietzsche fosse nazista (sequer foram contemporâneos). Suas idéias é que foram interpretadas segundo os interesses dos estudiosos nazistas. Também foram usadas idéias de Richard Wagner, quando exalta o povo germânico, e as do geógrafo Karl Haushofer, que dizia ter a raça dominante direito ao espaço vital (isto será pretexto para as invasões expansionistas futuramente).

Enquanto a teoria nazista se fundamentava em fatos “científicos”, forjados pelos cientistas alemães, Mussolini desandava a falar barbaridades. Primeiro, dizia que o povo italiano era superior por pertencer à “Raça Romana”. De onde Mussolini tirou essa idéia, desconhece-se. Afinal, o Império Romano era um mosaico de raças, a capital Roma tinha escravos de origens diversas, desde germânicos e egípcios até gregos, persas e núbios (Sudão e Etiópia).

Portanto, na pior das hipóteses, o povo romano moderno seria uma mistura entre elementos germânicos, gregos e negros, esses visivelmente em bem menor número, já que os italianos são brancos. Mussolini dizia também que Roma iria ter todo o prestígio de outrora, recuperando todas as áreas dantes dominadas pelo Império Romano. Para isso, ele só precisaria anexar à Itália França, Inglaterra, Espanha, Portugal, Bélgica, Turquia, Líbia, Argélia, Iraque, Romênia....

CARACTERÌSTICAS DA IDEOLOGIA NAZI-FASCISTA


Totalitarismo – Concepção segundo a qual o indivíduo deve se subordinar completamente ao Estado. Como dizia Mussolini, “nada deve existir fora do Estado, nada existe além do Estado, tudo é o Estado”. O Estado sempre está certo, cabendo ao indivíduo obedecê-lo. Aqueles que discordam são traidores e portanto devem ser “retirados do meio social” (prisão, tortura, morte). Anti-comunismo – O nazi-Fascismo, como uma ditadura capitalista, tem no comunismo o grande inimigo.

O comunismo e suas teses de luta de classes são apontados por Hitler e Mussolini como os principais culpados pela “baderna” que então ocorria na Europa. Daí então, na visão nazi-fascista, a necessidade de eliminá-los. Anti-liberalismo e anti-democracia – Condena-se o liberalismo político e econômico. Segundo Hitler e Mussolini, as nações precisavam de trabalho e prosperidade, não de liberdade.

O sistema liberal com eleições, liberdade partidária, debates parlamentares etc., seriam inúteis, não resolveriam nada. O que deveria existir era um líder forte, um duce (“condutor”, na Itália de Mussolini) ou um fuhrer (“líder”, na Alemanha de Hitler) que apontasse o rumo certo para todos. Em conseqüência, o líder nunca erra: ele é infalível e deve ser obedecido sem questionamentos. Há o culto à imagem do líder, feito com bastante propaganda (como dizia Goebbels, assessor de Hitler, “uma mentira dita mil vezes vira verdade”). Deve haver um só partido (monopartidarismo): o do líder.

No campo econômico, o nazi-fascismo defende a intervenção do Estado para contornar as crises capitalistas: tem-se um capitalismo dirigido. O Estado investe em estradas, saneamento, garantias sociais e, sobretudo, na indústria bélica. Militarismo e culto da violência – Deve-se, como entre os militares, respeitar-se a hierarquia. O país viraria um grande acampamento militar, no qual não haveria espaços para discordâncias.

Assim, se estabeleceria a “ordem” e a “disciplina” e a nação iria prosperar. Para Hitler, não existe solução que não passe pelo campo de batalha: “a luta é a mãe de todas as coisas, não é com princípios humanitários que o homem vive, mas unicamente por meio da luta mais brutal”. Ao mesmo tempo, Hitler diz ainda: “quem tem aço, tem pão”.

Pondo fardas (transmitindo um sentimento de igualdade) nas pessoas e dando-lhe um emprego e um salário nas indústrias bélicas, cria-se empregos e prepara-se para a guerra (“a guerra regenera”, a “luta é tudo”, a “expansão salva”). Nacionalismo – Há o amor extremado à pátria, a ponto de encobrir qualquer erro ou falha dos dirigentes – quem está contra o governo está contra a pátria.

Tudo de ruim tem como culpado o estrangeiro (xenofobia), que é visto como hostil e inferior. Imperialismo e expansionismo – Com uma poderosa indústria bélica e vendo o estrangeiro como adversário, o nazi-fascista deseja conquistar os territórios dos povos “inferiores”. Isso levou à Segunda Guerra Mundial. Além dessas características gerais, ainda há pontos específicos dos países. No Fascismo italiano existe o corporativismo – os sindicatos de trabalhadores e de patrões são extintos e, no lugar, aparecem associações (corporações) de produtores; junta-se o patrão e o empregado em um mesmo sindicato (mesma corporação).

Isso é feito para que não exista a formação de sindicatos socialistas e, além disso, quando se junta patrão e empregado, retira-se a visão de que capital e trabalho são coisas distintas (portanto, não há luta de classes). Estarem juntos significa lutar pela nação, isto é, fortaleceu-se o nacionalismo. O Nazismo alemão é racista – Hitler pregava a superioridade do povo germânico perante todas as outras raças, especialmente judeus, eslavos e mestiços. Culpa-se o “diferente” pela crise do país.

Hitler vai contar uma grande mentira: ele dizia que durante a I Guerra Mundial, os judeus vendiam os segredos dos alemães para a Tríplice Entente e que, na crise, o judeu se apropriava do capital que era alemão. O comunismo seria invenção de um judeu, Marx. Na verdade, os judeus foram usados como “bode expiatório”, já que a real causa da desgraça na qual estava a Alemanha era a crise do capitalismo e, especificamente, o Tratado de Versalhes, imposto pelos vencedores da Primeira Guerra Mundial.

O Tratado havia imposto pesadíssimas indenizações de guerra à Alemanha, que, segundo cálculos atuais, caso houvessem sido cumpridas, a tornariam um dos países mais pobres do mundo (as dívidas deveriam ser pagas em 100 anos). A falência econômica alemã chegou a tal ponto que 1 dólar estava valendo, em 1933, um trilhão de marcos alemães. Assim, o Nazismo dizia que os judeus deveriam ser exterminados, que os eslavos seriam escravos por natureza e que os mestiços deveriam ser esterilizados para que, em uma ou duas gerações, deixassem de existir. Uma verdadeira limpeza étnica.

Ciganos e homossexuais eram igualmente assassinados. Foram criados dezenas de campos de trabalhos forçados e de extermínio, todos na Alemanha ou Polônia. No mais famoso deles, Auschwitz, na Polônia (atual cidade de Oswiecin), aproximadamente 500.000 pessoas (especula-se até 2 milhões) foram executadas. Outros campos tiveram papel semelhante, como Majdanek e Balzac, ambos na Polônia.

Aproximadamente 6 milhões de pessoas foram exterminadas, a grande maioria judeus eslavos. Reduziu-se a menos de 1000 pessoas as antes imensas comunidades judaicas na Polônia (5 milhões antes da Guerra), Tchecoslováquia e Hungria. Na Rússia, Áustria, Alemanha e Holanda os judeus também foram executados em grande número. Na Romênia, milhões de ciganos foram executados.

Tudo em nome da raça germânica. E como a “civilizada” Europa acreditou nessas mentiras nazistas? Desespero, essa é a explicação. O Nazismo deve ser compreendido sempre dentro da crise capitalista do entre-guerras. Nos anos 20 e 30, Itália e Alemanha estavam mergulhadas em crise, havendo pouca esperança. A maior parte da população perdera a perspectiva de um mundo melhor.

Só numa sociedade como essa, quase no limite para se desfazer, é possível compreender o Nazismo e o Fascismo, porque ambos são irracionais. Se colocarmos todas as idéias aqui ditas num papel, vamos contestá-las facilmente. Mas, como as pessoas que moravam nesses países estavam desesperadas, elas não questionavam nada ou muito pouco, crendo que os princípios do Nazismo e do Fascismo eram a solução.

O NAZISMO NA ALEMANHA


O nome do partido nazista era Partido Nacional Socialista, fundado na cidade de Nuremberg, no final dos anos 20, e teve como grande figura Adolf Hitler. Nascido na cidade de Bregenz, na Áustria, em 1889, lutou pelo Império Austro-Húngaro na Primeira Guerra Mundial (no front Oriental ou seja, contra os russos, daí seu ódio dos eslavos. Ferido, voltou para a Áustria e resolveu investir na carreira política, já que antes fracassara como pintor. Após a Primeira Guerra, mudou-se para a Alemanha, onde ingressou no partido Nazista e do qual tornou-se líder em pouco tempo.

O partido era financiado sobretudo por grandes empresários, que temiam o crescimento da agitação comunista. Com uma oratória extraordinária, Hitler começou a arregimentar seguidores para sua ideologia. Em 1923, tentou dar um golpe de Estado, chamado de Putsch de Munique. Acabou preso. Na prisão, escreveu o famoso livro “Mein Kampf” (Minha Luta), no qual expõe todo o seu ódio contra diversos povos, como judeus e eslavos.

Culpa principalmente os judeus pela situação de miséria total na qual se encontrava o povo alemão. Ante a crise mundial iniciada em 1929, o Nazismo cresce. Hitler foi, em 1933, indicado (e não eleito) chanceler da Alemanha. No ano seguinte, os nazistas dão um golpe de estado e instalam a ditadura. Hitler começou então a expano Exército Alemão em ritmo alucinado, resolvendo vários problemas de uma só vez.

Trouxe de volta o orgulho do povo, criou milhões de empregos na indústria bélica, reconstruiu a infra-estrutura do país, trouxe a Alemanha de volta ao grupo dos mais poderosos países do mundo. O povo alemão via nele o deus que veio trazer a energia que o povo precisava para voltar a ser grande. Hitler desenvolveu, junto com seus assessores, diversas estratégias de manipulação do povo alemão. Estimulou as mulheres alemãs a terem grande número de filhos, pois precisava de muitos homens para seu exército.

Criou a idéia de que o povo alemão precisava adquirir seu “Lebensraum” (Espaço Vital), pois acreditava que um povo que não aumenta a área de seu país é um povo decadente, ou seja, era preciso conquistar outros territórios para o “crescimento alemão”. Daí que, ante a conivência de Inglaterra e França, Hitler anexou Tchecoslováquia e Áustria. Quando invadiu a Polônia em 1939, começou a II Guerra. Não vamos entrar em detalhes quanto à Segunda Guerra, já que o objetivo aqui é analisar a ideologia nazista.

O FASCISMO NA ITÁLIA


O Fascismo predominou durante 21 anos, provocando ódio e amor nos italianos e inspirando a adoção de regimes autoritários em outros países. Seu governo pode ser resumido em uma frase de sua autoria: “Pode-se conseguir sucesso com 97% de aplauso público e 3% de realizações sólidas.” Filho de um ferreiro socialista, Mussolini nasceu na cidade de Predappio, no centro da Itália, em 29 de julho de 1883.

Estudante rebelde foi expulso de dois colégios por agressão a colegas e professores. Em 1902, foi para a Suíça com o único propósito de escapar do serviço militar obrigatório. Dois anos depois, voltou para a Itália e tornou-se jornalista e militante socialista. Uma ficha policial da época destaca Mussolini como “um dos mais talentosos e perigosos jovens oradores que fazem em público a defesa do socialismo”.

A devoção de Mussolini pelo socialismo durou pouco. Em 1914, contrariando a orientação do grupo de esquerda ao qual pertencia, defendeu a participação da Itália na Primeira Guerra Mundial, fato que provocou sua expulsão do Partido Socialista. Livre das amarras impostas pela orientação de esquerda, alistou-se no Exército e partiu para o front, onde, em 23 de fevereiro de 1917, foi ferido em combate.

Terminada a guerra, em 1919 criou grupos paramilitares inspirados nas legiões do antigo Império Romano, os “faci d’Azione Rivoluzionaria”, que recebiam grande apoio da burguesia, temerosa com a expansão de grupos comunistas e socialistas na Itália. Nesse ano, Mussolini passou a utilizar o codinome pelo qual ficou mundialmente conhecido, Duce (líder).

A guerra trouxe mais prejuízos do que lucros para a Itália: inflação, desemprego em massa, caos econômico, crise no comércio e na produção passaram a fazer parte do dia-a-dia de muitas pessoas. Cerca de 600 mil italianos morreram; as regiões economicamente atrasadas – como o Sul – pioraram etc... Muitos foram os que associaram o fracasso do capitalismo liberal com o fracasso das instituições democráticas.

Assim, pode-se compreender o quadro geral em que foram abertos os caminhos para várias formas de autoritarismo. Os partidos de tendências socialista e comunista fortaleceram-se consideravelmente, controlando vários sindicatos. A crise social crescia à medida em que se agravava a crise econômica. A ascensão dos partidos de esquerda atemorizava a burguesia italiana, já assustada com a Revolução Bolchevique de 1917, na qual os socialistas tomaram o poder político e as propriedades burguesas.

O rei Vitor Emanuel III mostrava-se impotente para solucionar a crise, lançando-se ao apoio de grupos paramilitares. Nesses grupos, estava a origem do Fascismo. Assustados com o radicalismo socialista, a classe média e a elite financeira do país ampliaram o apoio ao Fascismo. Nas eleições de 1921, o Partido Fascista conseguiu eleger 35 deputados. As esquadras fascistas invadiam e destruíam sindicatos, assassinavam líderes socialistas, dissolviam manifestações espancando os participantes e arrasavam as instalações dos jornais que os criticassem.

O poder dos fascistas crescia em todo país. Em 27 de outubro de 1922, Mussolini liderou a Marcha Sobre Roma, uma operação muito mais simbólica que militar, exigindo que o poder lhe fosse entregue. Pressionado, o rei Vitor Emanuel III nomeou o Duce como primeiro-ministro, dois dias depois. O governo de Mussolini, no início, manteve uma aparência de Monarquia Parlamentarista.

Mas, após as eleições de 1924, com a vitória do Partido Fascista, o regime italiano tornou-se realmente autoritário. Mussolini passou a governar com mão de ferro, acumulando poderes especiais e liquidando as oposições, dedicando especial atenção aos esquerdistas aos quais servira. Construiu grandes obras públicas e fez ações para exaltar sua imagem e a da Itália. Um dos fatos mais importantes de seu governo foi o acordo com a Igreja Católica, criando o Estado do Vaticano, dentro de Roma, por meio do Tratado de Latrão.

Igualmente estabeleceu várias leis trabalhistas, na famosa Carta Del Lavoro. Entretanto, a partir da grande depressão mundial iniciada no final de 1929, a economia italiana apresentou declínio: em 1933, a produção industrial caiu 66% comparada com 1929; as exportações sofreram queda de 40% e aproximadamente 1,3 milhão de trabalhadores foram atingidos pelo desemprego.

Sob o impacto da crise, o Fascismo italiano tornou-se mais agressivo e buscou na expansão externa a solução de seus problemas internos. Aliou-se à Alemanha e ao Japão no Eixo e lançou-se na II Guerra Mundial.

Benito Mussolini


Chefe de governo da Itália (1922-1943), fundador do fascismo italiano. Quando os fascistas realizaram a ‘marcha sobre Roma’, o rei Vítor Emanuel III convidou Mussolini a formar um governo (28 de outubro de 1922). A Itália foi transformada num regime unipartidário e totalitário com base no poder do Grande Conselho Fascista, apoiado pelas milícias de segurança nacional.

Mussolini iniciou a conquista da Etiópia (Abissínia, 1935-1936), enviou tropas para apoiar o general Francisco Franco, durante a Guerra Civil espanhola (1936-1939), aliou-se à Alemanha nazista, através da formação do Eixo Roma-Berlim (1936) que culminou com o Pacto de Aço entre os dois estados (1939), publicou leis contra os judeus e invadiu a Albânia (1939).

Embora não tivesse participado da II Guerra Mundial até a invasão alemã da França, em junho de 1940, a Itália lutou contra os britânicos na África, invadiu a Grécia e uniu-se aos alemães na divisão da Iugoslávia, na invasão da União Soviética e na declaração de guerra aos Estados Unidos. Depois de várias derrotas sofridas, o Grande Conselho Fascista destituiu e prendeu Mussolini, em julho de 1943, e assinou no mês de setembro um armistício com os aliados que haviam invadido o sul da Itália. O líder italiano tentou fugir para a Suíça, mas foi capturado e fuzilado com sua amante por membros da Resistência Italiana.

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