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Atualidades
21-09-2004
O confronto na Chechênia

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Atentados a escolas, ataques suicidas , explosões de aviões... Nos ultimos meses cresceram os embates netre russos e chechenos, num dos tantos conflitos que ocorrem no mundo neste começo de século.
· Atentados a escolas, ataques suicidas , explosões de aviões... Nos ultimos meses cresceram os embates netre russos e chechenos, num dos tantos conflitos que ocorrem no mundo neste começo de século. · A chechênia fica em uma região montanhosa no Cáucaso e é habitada principalmente por muçulmanos. Incorpora à Russia na época dos czares, há décadas a Chechênia luta por sua independência. Em 1944, com a região sob o controle da União Soviética, o líder soviético Joseph Stalin, temendo ações rebeldes na Tchetchênia, mandou toda a população para o exílio na Ásia Central. Em 1957, outro líder soviético, Nikita Khruschov, permitiu sua volta. Com a queda do regime comunista, em 1991, os chechenos aproveitaram para declarar a independência. · O ex-presidente da Tchetchênia Dzhokar Dudayev declarou a região independente da Rússia em 1991 e, em 1994, o presidente russo, Boris Ieltsin, enviou tropas para o país, mas não consegue dominar os guerrilheiros. Depois de uma trégua e a assinatura de um acordo que estendia a definição do status do lugar até 2001, os chechenos invadem o Daguestão em 1999, tentando aumentar seu domínio. Os russos invadem a Chechênia novamente, tomando 80% do território. De lá para cá continuam as escaramuças e a resistência dos guerrilheiros. Historicamente não há nenhuma compatibilidade do povo russo e checheno. Os chechenos são muçulmanos sunitas e viveram desde 1989 sob o domínio da cultura russa, tanto que falam – obrigados – o russo. · O presidente russo Putin começou a tentar estabilizar a situação na Tchetchênia, nomeando para isso um governo fiel à Rússia, chefiado por Akhmad Kadyrov. Kadyrov foi morto em um ataque a um estádio de Grozny (capital chechena) em maio de 2004. Os separatistas fazem ataques freqüentes às tropas russas. Em uma das ações mais ousadas, os rebeldes tomaram um teatro em Moscou em 2002 41 separatistas e 129 civis morreram, a maioria por causa do gás tóxico utilizado pelas forças russas para combater os rebeldes.Os russos por sua vez massacram os chechenos. Mais de um terço da população local, ou seja, cerca de 200 mil pessoas, tiveram de fugir dos combates para procurar refúgio na Inguchéia. Segundo as organizações humanitárias internacionais (mantidas afastadas do front pelas autoridades), centenas de civis teriam sido mortos por bombardeios do exército federal. Um exército que, em certas cidades, também se dedicou a pilhagens, estupros e crimes de guerra. Amplamente arruinada pelo conflito de 1994/96, que fez mais de 80 mil mortos, a Chechênia assiste com horror, uma vez mais, à destruição sistemática de sua infra-estrutura · Para a Rússia, combater os chechenos é fundamental; primeiro, porque caso so separatistas vençam, a própria existência da rússia enquanto país está ameaçada, pois ali há varios povos dominados pelos russos na mesma situação – seria um efeito dominó; cada povo poderia exigira independência, levando a Rússia à fragmentação. Segundo, a chechenia é uma area estratégica, rica em rede hidográficas (a água no século XXI será motivo de muitas guerras), em vias de comunicação e transporte (por ali passam oleodutos que escoam o petróleo da bacia do mar Cáspio) e em importante jazidas de gás natural e petróleo. CHECHÊNIA Capital:Grozni Área: 19.300 km2 População: Antes do início do conflito, em dezembro de 1994, cerca de 1,1 milhão de pessoas, dois terços das quais de origem tchetchena e o resto, russa e inguchéta . Agora, a maior parte dos russos fugiu da região e muitos chechenos vivem em campos de refugiados fora dali. Dezenas de milhares de civis morreram nos conflitos. Principal religião: Os tchetchenos converteram-se ao islamismo no século 16. A Rússia chama atenção hoje para a presença de estrangeiros árabes na região e acusa os rebeldes de ligações com a rede Al Qaeda e o Taleban (a Rússia tem maioria cristã ortodoxa) Principais etnias: tchetchena é a principal, mas há minorias russa e inguchétia Status da região: A Tchetchênia, de maioria muçulmana, é formalmente uma república russa, mas havia conquistado autonomia após o conflito travado com Moscou entre 1994 e 1996. A região foi anexada pela Rússia no século 18, ainda na época dos czares. Direitos Humanos: Organizações internacionais criticam, desde o início da ofensiva russa, o desrespeito aos direitos humanos. Civis e rebeldes tchetchenos teriam sido barbaramente torturados e mortos por soldados russos. Economia - A produção de petróleo era intensa no século 19. Hoje, porém, a maior parte das instalações de extração está arruinada. História: Quando a Geórgia, região cristã ao sul da Tchetchênia, concordou em unir-se ao governo de Moscou, em 1783, o Cáucaso (ao norte) viu-se cercado e o xeique Mansour liderou uma guerra santa nos anos 1780. A Guerra do Cáucaso, deflagrada mais tarde, durou 47 anos, até 1864. Em 1944, o ditador soviético Josef Stálin acusou os tchetchenos de darem ajuda aos invasores alemães e deportou toda a nação para as estepes da Ásia Central, onde milhares morreram. Em 1957, Nikita Khruchov permitiu a volta deles para sua terra natal. Depois do fim da União Soviética, em outubro de 1991, o general da Força Aérea Dzhokhar Dudayev venceu as eleições presidenciais na Tchetchênia. Dudayev declarou a independência da região. Em 11 de dezembro de 1994, o então presidente russo, Boris Ieltsin, ordenou o ingresso de suas forças na tchetchênia. Dois grandes sequestros caracterizaram a resposta dos rebeldes, até que uma grande ofensiva no verão de 1996 obrigou Moscou a negociar um acordo de paz e uma retirada. A discussão sobre o status da república foi adiada. Em 1999, o então primeiro-ministro de Ieltsin, Vladimir Putin, atual presidente da Rússia, ordenou o retorno dos soldados à região, tomando a maior parte do território tchetcheno, com exceção das áreas montanhosas. Apesar de Putin ter dito, em abril de 2000, que a fase militar da operação "antiterrorismo" na Tchetchênia havia acabado, a guerra continua, com baixas quase diárias dos dois lados.

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