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Atualidades
09-11-2007
O ataque terrorista ao World Trade Center em 2001

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A 11 de setembro de 2001, Nova York foi atingida pelo atentado terrorista mais ousado até agora cometido. Aviões de carreira foram seqüestrados e utilizados como mísseis para derrubar as torres gêmeas do World Trade Center, provocando um resultado catastr
A 11 de setembro de 2001, Nova York foi atingida pelo atentado terrorista mais ousado até agora cometido. Aviões de carreira foram seqüestrados e utilizados como mísseis para derrubar as torres gêmeas do World Trade Center, provocando um resultado catastrófico. Por trás do ataque encontrava-se uma organização islâmica, a Al-Qaeda, liderada por Osama bin Laden, que continua foragido. As dimensões do atentado e suas conseqüências demonstraram que as ações terroristas se tornavam, em nível mundial, um dos principais problemas políticos e de segurança pública do século 21.
Por hipótese, os mais variados grupos que podem recorrer a essa prática - o terrorismo - não teriam dificuldade de acesso às mais sofisticadas armas de destruição em massa, bem como poderiam se utilizar de uma implacável criatividade para atingir seus objetivos.
Quais são os objetivos desses grupos radicais? O que é o terrorismo, afinal? Quando essa prática surgiu? A resposta dessas questões pode comportar algumas surpresas. A primeira delas é que a origem mais remota desse problema contemporâneo pode ser encontrada mais de dois mil anos atrás, no mesmo lugar onde atualmente ele ainda é tão comum: o Oriente Médio. Antes de falar disso, porém, vale a pena especificar o conceito da expressão, embora ele seja polêmico.
Por terrorismo, em geral, prática política que recorre sistematicamente à violência contras as pessoas ou às coisas provocando o terror, isso de forma indiscriminada, ou seja, atingindo não somente o inimigo de classe, mas quaisquer pessoas próximas. de modo a alcançar um objetivo político, ideológico ou religioso. Ou seja, o ato terrorista não visa a atingir somente suas vítimas diretas, mas disseminar o medo, o terror, na sociedade a que elas pertencem.
Não deve, contudo, ser confundido com guerrilha. Ao mencionar guerrilha, referimos-nos à forma de luta armada revolucionária cujo objetivo é a conquista do poder, destruindo as instituições existentes e emancipando socialmente as populações – como desejavam os grupos armados brasileiros dos anos 1960 e 1970 –, e não a uma simples tática militar. O terrorismo, assim, não pode ser considerado uma forma de luta de classe, embora os grupos guerrilheiros eventualmente também recorram a ações terroristas contra pessoas ou grupos diretamente ligados à classe que se mantém no poder – não com freqüência, pois poderiam provocar vítimas inocentes e uma reação contrária da população, daí sua condenação por líderes como Lênin e Ernesto Che Guevara. Por fim compete distinguir terrorismo de terror, compreendido no sentido do instrumento de força e violência usado por parte de quem já detém o poder dentro do Estado para combater seus questionadores – é novamente o caso da Ditadura Militar brasileira, que sistematicamente recorria ao terror para reprimir as oposições de esquerdas, fossem armadas.
Convém lembrar que a expressão "terror" teve seu primeiro uso no âmbito da política durante a ditadura de Robespierre e Saint-Just, na Revolução Francesa.
O Terror, então, era um instrumento de emergência a que o governo revolucionário recorreu para manter-se no poder. Enquanto governo estabelecido, os franceses mencionados não foram os únicos a usá-lo. Os bolcheviques também o empregaram na Rússia após a Revolução de 1917, da mesma maneira que os fascistas e os nazistas, respectivamente na Itália e na Alemanha, nos anos 1930. Assim também, a ditadura militar brasileira, em especial entre 1968 e 1977.
O grupo mais antigo a se utilizar desse método foram os zelotes, uma seita e partido político judaico, que desencadeou uma luta contra o poder romano na Judéia, na época do imperador Tito (79-81d.C.). Entre outras ações, os zelotes assassinavam judeus ricos que colaboravam com Roma.
No entanto, em sentido mais estrito e já com esse nome, as táticas terroristas passaram a ser empregadas no século 19, com a fundação da Irish Republican Brotherhood em 1867, com que os republicanos irlandeses passaram a combater o domínio inglês sobre seu território. Essa irmandade ("brotherhood") foi a precursora do IRA - Irish Republican Army (Exército Republicano Irlandês) que continuou a utilizar-se do terrorismo até o final do século 20.

É provável que os irlandeses tenham exportado suas táticas para as organizações revolucionárias anarquistas russas no final do século 19. Desses grupos, o Narodnaia Volia ("Vontade do Povo") promoveu o atentado mais notório de sua época: o assassinato do czar (imperador) Alexandre 2o, em 1881.
Datam desse mesmo período, as primeiras explosões a dinamite em locais públicos perpetrados pela organização anarquista Bandera Negra, da Catalunha (Espanha). Esse tipo de atentado passou a se repetir, desde então, tanto na Europa como nos Estados Unidos. Nem por isso, os assassinatos foram deixados de lado. O estopim da Primeira Guerra Mundial, por exemplo, foi o assassinato do arquiduque da Áustria-Hungria Francisco Ferdinando em 28 de junho de 1914, em Sarajevo, na Bósnia.
Para finalizar, convém lembrar que políticos que recorreram ao terrorismo, muitas vezes, abandonaram essa prática e aderiram a outros métodos de luta, como os casos, entre outros, do líder negro sul-africano Nelson Mandela ou do palestino Yasser Arafat.


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