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Atualidades
31-08-2007
O confronto Judeu-Palestino

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ORIGEM DOS JUDEUS - O confronto entre palestinos e judeus tem raízes remotas. Na Antigüidade, a Palestina era a terra dos hebreus, povo famoso pelo caráter monoteísta de sua religião, que influenciou o cristianismo e o islamismo
ORIGEM DOS JUDEUS - O confronto entre palestinos e judeus tem raízes remotas. Na Antigüidade, a Palestina era a terra dos hebreus, povo famoso pelo caráter monoteísta de sua religião, que influenciou o cristianismo e o islamismo. Os hebreus acabaram se dividindo em dois reinos: Israel (o qual foi conquistado por outros povos e acabou miscigenando sua população) e Judá (os atuais judeus vêm deste reino). Mais tarde, a Palestina e os judeus caíram sob a dominação do Império Romano – época em que Cristo nasceu. Os judeus ansiavam por liberdade, mas acabaram, no início da Era Cristã, expulsos da região por Roma – é a chamada Diáspora Judaica. Daí em diante, os judeus viram um povo errante, vagando pelo mundo, sem pátria e alvo de um profundo preconceito, o denominado anti-semitismo. Mesmo assim, conseguiram manter suas tradições culturais. Séculos depois da queda do Império Romano (476), a Palestina foi invadida pelos persas e depois pelos árabes (século VIII). Em 1516, a região passou a fazer parte do Império Turco-Otomano. Assim, a Palestina se transformou numa área onde a maior parte da população era árabe (ali chamados de palestinos) e professava como religião o islamismo. Com o fim da I Guerra Mundial (1914-18), a Palestina caiu sob o jugo da Inglaterra, que passou a prometer a criação de um “lar para os judeus” na área – era a Declaração de Balfour. Já desde o final do século XIX tinha surgido o Movimento Sionista, pelo qual os judeus passaram espontaneamente a regressar à região com a intenção de, no futuro, criar sua pátria. O maior ato de selvageria do anti-semitismo deu-se na II Guerra Mundial (1939-45), quando os nazistas mataram mais de 6 milhões de judeus no holocausto. A CRIAÇÃO DE ISRAEL - Nesse contexto, a ONU aprovou finalmente uma pátria para os judeus na região, o Estado de Israel, em 1948, bem como um estado para o povo palestino. O modo como isso foi feito – sem consulta aos árabes – e a divisão – deixando para os judeus mais terras, as principais fontes de água, os solos mais férteis etc. –, contudo, desagradou aos árabes. Dessa forma, ainda em 1948, Egito,Jordânia, Líbano, Síria e Iraque atacam Israel, mas são derrotados. Israel cresce75%; o Egito incorpora a Faixa de Gaza; Cisjordânia e Jerusalém Oriental são entregues à Jordânia; e os palestinos ficam sem território. Israel contava com forte apoio dos Estados Unidos, que têm o Estado judeu como uma ponta avançada de seus interesses numa região estratégica (desde o contexto da Guerra Fria) e por apresentar ricas jazidas de petróleo (além disso, muitos membros da elite americana são judeus). Pior, ao fim do conflito, Israel ocupou e passou a dominar a maior parte dos territórios nos quais deveriam ser criado o Estado dos palestinos (Israel cresceu 75%;), obrigando muitos deles a migrar como refugiados para países vizinhos – atualmente, os palestinos compõem o maior contingente de refugiados do mundo de um único povo, cerca de 3,5 milhões de pessoas. O Egito, por sua vez, em 1948, incorporou a Faixa de Gaza; Cisjordânia e Jerusalém Oriental são entregues à Jordânia; e os palestinos ficaram sem território independente... GUERRAS - Os judeus chegaram a dominar territórios de outros povos árabes, como a península do Sinai (Egito) e as colinas de Golan (Síria). A ação sobre o Egito liga-se à aproximação do líder egípcio Gama Abdel Nasser com a URSS, e a nacionalização do Canal de Suez em 1956, construído e administrado por França e Inglaterra desde 1888. Em conseqüência, israelenses, franceses e ingleses invadiram o Egito, saindo por pressão da ONU, EUA e URSS. Para apaziguar a região, contudo, tropas da ONU foram enviadas para ali. Em 1967, Nasser conseguiu junto à ONU a retirada das tropas que garantiam a paz e a reocupação da região. Isso levou Israel à Guerra dos Seis Dias, na qual ataques relâmpagos sobre aeroportos na Síria, Jordânia e Egito foram realizados. Com o fim da Guerra, Israel já dominava Gaza, Sinai, Golan e a Cisjordânia, provocando um êxodo ainda maior de palestinos. Em 6 de outubro de 1973, os árabes – para reaver seus territórios – atacaram Israel na Guerra do Yom Kippur (Dia do Perdão: feriado entre judeus). Mais uma vez derrotados, os Estados Árabes tomaram uma decisão histórica que iria abalar a economia capitalista: decidiram, de uma só vez, aumentar o preço do barril de petróleo de três para doze dólares. A crise atingiria todos os países importadores de petróleo do Oriente Médio – inclusive o Brasil. A OPEP – com 13 membros – tornar-se-ia um cartel poderoso, comandando a comercialização do petróleo. OLP - Após a morte de Nasser, a presidência egípcia de Anuar Sadat firmou com Israel o acordo de Camp David (Estados Unidos), em 1979, acertando a devolução dos territórios do Sinai. Esse acordo, visto pelos árabes como traição do governo do Egito à causa Palestina, resultou no assassinato de Sadat, em 1981. No ano seguinte, Israel invadiu o sul do Líbano, onde realizou massacres em 18 anos de ocupação, findos apenas em meados de 2000. No Líbano que se encontravam (e estão ainda hoje), bases de vários grupos armados que lutam pela criação de um estado palestino, como a OLP (Organização para a Libertação da Palestina, criada), sob a chefia de Yasser Arafat e que praticava atos de terrorismo contra Israel. As contradições acirravam-se. Os palestinos, estimulados pela maioria dos países árabes e URSS, escolheram o terrorismo como principal tática de luta. Arafat, depois, renunciaria ao terrorismo, priorizando a frente diplomática para resolver a questão, embora outras organizações continuem ainda hoje defendendo a opção armada. Os judeus iriam perseguir implacavelmente os guerrilheiros palestinos. A ONU, através da resolução nº 181, defende, na Palestina, o estabelecimento de um Estado judeu e outro palestino. O governo brasileiro apóia esta tese. A situação dos palestinos confinados em áreas precárias – cujos recursos hídricos estão sob controle israelense, há altos índices de desemprego e total subjugo aos judeus – resultou na eclosão da (primeira) Intifada ("revolta das pedras"), em 1987. Durante alguns anos, os palestinos, sobretudo os jovens, enfrentaram as forças armadas israelenses nos territórios invadidos. Situação tremendamente desigual, que chamou a atenção da "comunidade internacional" para as condições de vida da população Palestina. A QUASE PAZ - Terminada a Guerra Fria e reduzido o apoio incondicional dos Estados Unidos a Israel, iniciaram-se conversações para o estabelecimento de um processo de paz. As primeiras reuniões ocorreram em Madri, em 1991. Dois anos depois, em setembro de 1993, o líder palestino Yasser Arafat e o primeiro-ministro israelense Itzhak Rabin (1922-1995) firmaram o Acordo de Oslo I, sob o patrocínio de Washington. O aperto de mãos entre os dois representou simultaneamente o reconhecimento do Estado de Israel por parte da OLP (pois na carta de fundação da organização estava prevista a destruição do Estado judeu) e a aceitação da OLP por parte de Israel, como legítima representante do povo palestino. Em decorrência destes acordos, em 1994, foi criada a Autoridade Nacional Palestina (ANP), uma espécie de governo do embrionário Estado palestino. que passou a controlar alguns territórios da Cisjordânia e a Faixa de Gaza. O segundo acordo de Oslo (set. 1995), ampliou as áreas em questão e estabeleceu um cronograma para a retirada das tropas israelenses de porções da Cisjordânia. Porém, o assassinato de Rabin, em novembro de 1995, por um judeu ortodoxo e que não aceitava as concessões aos árabes, abalou a política interna e repercutiu sobre o "processo de paz". Nas eleições do ano seguinte, sob uma nova onda de atentados contra alvos judeus feitos por grupos palestinos radicais, como o Hamás, que também não aceitam acordos, Benyamín Netanyahu (1996-99), do partido de direita Likud, acabou eleito primeiro-ministro de Israel, e jogou um balde de água nas conversações. Além de estimular a criação de novas colônias judias em territórios palestinos, ele se referia a Arafat como terrorista. O acordo de paz não obteve os resultados esperados. As facções mais radicais de ambos os lados inviabilizaram tudo. Em 2000, os palestinos começaram a segunda Intifada. NOVOS CONFRONTOS - A indicação do conservador Ariel Sharon para o cargo de primeiro-ministro de Israel em 2000, a presidência de George Bush nos EUA, bem como os atentados do 11 de setembro de 2001, travaram ainda mais o processo. A violência voltou a aumentar, inclusive com ataques terroristas por parte dos palestinos e o ataque indiscriminado de Israel a alvos civis árabes. A liderança de Arafat cada vez mais diminuía, crescendo a voz dos radicais. Além do Hamas, destacam-se também – como grupos fundamentalistas que não aceitam a existência de Israel – o Hezbolah, que atua no vizinho Líbano e freqüentemente tem praticado atos de violência em alvos israelenses, e o Jihad - que significa "guerra santa" -, o que muitos árabes acreditam que estão fazendo quando combatem judeus e seus aliados americanos ou europeus. A MORTE DE ARAFAT - Com a morte do líder palestino Yasser Arafat, em 2004, o ex-premiê palestino Mahmoud Abbas, ligado ao Fatah, foi eleito presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), prometendo a retomada das negociações de paz com Israel e com os grupos radicais. MAPA DO CAMINHO - Ao mesmo tempo, após a invasão do Iraque em 2003 e crescimento do antiamericanismo e instabilidade na região, os EUA se esforçaram em “pacificar” a Palestina, impondo um acordo de paz, que não fosse tão prejudicial aos judeus – foi o “Mapa do Caminho”, assinado em 2003 numa “Cúpula de Paz” no Egito. Tratava-se de um processo longo, dividido em três fases, todas pontilhadas de compromissos que cada parte deveria cumprir à risca até 2005. De início, Israel deveria retirar-se dos territórios ocupados, desmantelar os assentamentos ilegais na Cisjordânia e Gaza e libertar prisioneiros palestinos. Os palestinos, por sua vez, deveriam conter os grupos terroristas e promover eleições livres. A segunda fase previa o estabelecimento de relações entre Israel e os países árabes e a demarcação de fronteiras provisórias de um Estado palestino sob supervisão de Estados Unidos, União Européia, ONU e Rússia. Novamente as coisas não saíram como esperado. Os recentes ataques de extremistas palestinos do Hamas e da Jihad Islâmica e as retaliações por parte de Israel (que em 2006, na pretensão de combater aqueles grupos radicais, mais uma vez invadiram o Líbano) condenam definitivamente o "Mapa do Caminho". Apesar de haver desmontado alguns assentamentos judeus, o governo de Israel iniciou em 2002 a construção de um muro na Cisjordânia, separando os palestinos. O MURO - Para Israel, a construção do muro visa barrar os atentados promovidos por homens-bomba contra sua população. Para os palestinos, Israel, ao levantar mais essa barreira, pretende ampliar seu domínio e consolidar a ocupação nas áreas nas quais foram construídas colônias judaicas. Em 2005, em eleições legislativas, o Hamás triunfou, sendo empossado o líder Ismail Haniyeh como primeiro-ministro. Isso irrita bastante as potências ocidentais e Israel, que passam a boicotar o novo governo. Ao mesmo tempo, aprofundam-se as disputas entre o Hamás e Fatah (que detém a presidência da ANP, com Mahmoud Abbas), gerando confrontos armados entre os próprios palestinos, o que apenas complica o ta confuso quadro político do Oriente Médio.

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